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Moita Lopes
argumentou que os
estudos que
relacionam gênero e
linguagem têm
enfocado
perspectivas
feministas com
destaque nas
questões relativas
às desigualdades das
mulheres. Contudo,
há de se considerar
que homens e
mulheres são
igualmente
construídos pela
linguagem. Logo, a
masculinidade e a
heterossexualidade
são também
construídas.
Para o pesquisador,
devemos deslocar
nossa atenção da
ideia de gênero como
causa de nossos
comportamentos, uma
perspectiva
essencialista, para
a ideia de que a
performance constrói
o gênero, ou seja, a
ação constitui o
sujeito e não o
inverso. Desse modo,
pondera, o gênero
não é algo que
somos, mas algo que
fazemos. Gênero não
é algo naturalizável
que possa ser
analisado com
categorias fixas
naturalizadas.
Em seguida, Moita
Lopes ilustrou essas
reflexões em uma
interação entre
homens sobre as
relações afetivas de
Ronaldo Fenômeno.
Luis
Paulo é professor
titular do Programa
Interdisciplinar de
Lingüística Aplicada
da UFRJ e
pesquisador do CNPq.
É PhD em Lingüística
Aplicada pela
Universidade de
Londres e foi
presidente da
Associação de
Lingüística Aplicada
do Brasil. Atuou
como representante
da área de Letras e
Lingüística no
Conselho de
Assessores do CNPq e
como conselheiro da
Associação de
Pós-Graduação em
Letras e Lingüística
(ANPOLL).
Moita
Lopes já publicou
sete livros no
Brasil (Oficina de
Lingüística
Aplicada,
Identidades
Fragmentadas,
Discursos de
Identidades,
Identidades -
Recortes Multi- e
Interdisciplinares,
Por uma Lingüística
Aplicada
Indisciplinar,
Performances e Para
além da Identidade.
Fluxos, Movimentos e
Trânsitos) e artigos
em revistas
científicas e
capítulos de livros
no Brasil, México,
Estados Unidos,
Holanda e
Inglaterra.
Celsul |